Brasão

Escudo de ouro com uma espiga de milho-rei de vermelho folhada de verde, entre dois pinheiros arrancados do mesmo; em chefe, um coração, com chamas de vermelho e em ponta, um monte de dois cômoros (montes, outeiro) de verde, movente dos flancos e a ponta ondada de prata e azul com três tiras. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco com a legenda de negro, em maiúsculas :  MILAGRES “.

Lenda

Na vila de Milagres, apesar de pequena, ergue-se uma imponente igreja numa pequena colina. A igreja foi fundada no século XVIII, em honra de um milagre atribuído a Jesus Cristo que lá ocorreu: um paralítico chamado Manuel Francisco Maio vivia naquele lugar e usava uma placa de cortiça para se deslocar; certo dia, ao ver o seu meio de transporte partido, começou a invocar a ajuda do Senhor Jesus de Aveiro, tendo acabado por adormecer no local. Quando o mendigo acordou, já estava curado e conseguia andar.

Desde então outros milagres se sucederam no local, e com o dinheiro das esmolas de devotos foi possível construir a igreja, a qual começou a ser edificada no ano de 1732. Em 1750 o interior estava concluído, mas apenas no fim do século XIX o exterior (galilés e torres) estariam concluídos com o traço do arquiteto Ernesto Korrodi.

Ainda persiste a celebração pública da devoção ao Senhor Jesus dos Milagres, que ocorre anualmente a 14 de setembro (caso este dia caía à Segunda-feira ou na imediatamente a seguir, caso este dia não caía à Segunda-feira) e é muito famosa pela sua procissão de andores, atraindo a este santuário centenas de pessoas vindas de todo o País.

O Santuário dos Milagres recebeu obras de restauração recentes, devido ao alto estado de degradação a que esteve sujeito em finais do século XX.

Cruz do Santuário