BRASÃO

Escudo de prata com uma águia bicéfala negra, segurando nas garras à dextra um componedor, (carimbo), e à sinistra uma almofada de tinta, tudo de ouro; em chefe, flor-de-lis de azul entre duas fontes heráldicas e, em ponta, uma folha de papel de vermelho, enrolada nas extremidades.

Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro, em maiúsculas: «FREGUESIA DE LEIRIA».

LENDA

Esta é uma lenda que se passa no reinado de Dom Afonso Henriques, que tinha por hábito participar em inúmeras batalhas, sendo o ponto nevrálgico o Castelo de Leiria, que era bastante cobiçado por todos os invasores, dado a sua localização ser excelente.

Numa altura andava o soberano a treinar as suas tropas, quando se cruzou com um grupo de Castelhanos. O monarca tinha poucos homens, contudo, com esse punhado de homens, logo cercou a zona que pretendia defender.

Acontece que quando os guerreiros de Dom Afonso viram chegar os Castelhanos ficaram demasiadamente desanimados, atendendo à desproporcionalidade. Os outros eram em número bastante elevado, e eles muito poucos e já sem coragem para lutar. Nesta altura surge um corvo a sobrevoar toda aquela zona, acabando por pousar no sítio onde se encontravam os soldados portugueses. Aqui, começa a bater as asas e a fazer aqueles ruídos caraterísticos, como se estivesse a cantar.

Os soldados pensaram que aquilo seria um agoiro, mas um agoiro bom para lhes trazer coragem e vencerem a batalha. E conseguiram …

Eles defenderam o castelo, lutaram heroicamente, ganharam a batalha, saindo do local vitoriosos.

Dizem que é por esta razão que na bandeira da cidade do Lis estão dois corvos pretos e que eles foram a origem de várias vitórias na hoje cidade de Leiria, que à época ainda não o era.