“Leiria tem um rio que corre para cima, uma torre que não tem Sé, uma Sé que não tem torre e uma Rua Direita que o não é”. (Rima Popular).

Para D. Afonso Henriques, primeiro conquistador cristão de Leiria em 1135 e fundador do seu castelo; o local constituía a sentinela avançada para a sua estratégia de conquista de Santarém, Sintra e Lisboa aos Mouros, o que sucedeu em 1147.

No séc. XIV D. Dinis e sobretudo sua mulher D. Isabel, a Rainha Santa, residiram por diversas vezes no castelo, talvez por o considerarem uma aprazível residência com largas vistas para os encantos da paisagem em redor.

A acção do rei ficou marcada pela implantação do pinhal de Leiria ao longo da zona litoral para protecção das dunas arenosas. Os seus pinheiros bravos viriam a fornecer a madeira e o pez para a construção naval portuguesa, sobretudo durante o período dos Descobrimentos.

Mas só no séc. XIX a cidade de Leiria se iria desenvolver novamente com o estabelecimento da burguesia muito bem retratado por Eça de Queirós, que aqui imagina o “Crime do Padre Amaro”, e sobretudo pela acção de Ernesto Korrodi, que se empenhou em valorizar a cidade.

Leiria é um distrito com 18 freguesias, das quais escolhi 6, para apresentar os seus brasões, lendas, e curiosidades.